Assento com acentos de chapéus dourados em bico
Com o sol que queima a tromba
De quem se senta na ponta
Da puta da cadeira com picos
Quando sentada não sente
Quando sentida quer mais
Quando desvairada pede o chapéu
Que não quer partilhar com os animais
É assim que nos trata a todo o momento
Quer ser lembrada com vigor, calor, ardor,
Quer que olhem para ela com respeito, que ninguém quer sentir
Quer ser toda uma figura altiva
Quer ser briosa, e é soberba
Quer tudo o que não tem
Não quer nada do que tenha
Sentimo-la como não é
Como todo o veneno melindroso
Como toda aquela dimetiltriptamina que deixa um gajo ardiloso…
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário